Tu
que sempre ficou imaginando por que motivo o CasaTierra, depois de tanto tempo no Casarão, ainda não tinha feito
um mutirão de construção do próprio espaço...
Buenas, chegou a hora!*
MUTIRÃO NO CASATIERRA!
Neste sábado e
domingo, das nove da matina até a hora de terminar...
Trabalharemos com técnicas de
pau-a-pique, ferro-cimento e reutilização de todo tipo de badulaque que
encontramos na rua e guardamos faz tempo... Criatividade será a ordem do dia.
Traga algo da sua geladeira ou
armário! Faremos almoço e etcéteras comestíveis... Começaremos com um mate bem
cevado pra espantar o frio.
Te localiza:
O que:mutirão com técnicas de
bio-construção.
Quando: dia 1° e 2 de agosto, sábado e domingo, iniciando as 9h.
Onde: CasaTierra - Casarão do Arvoredo, R. Fernando
Machado 464, garajão.
Tens dialogado com teus órgãos interiores? Acariciado o teu coração?
Respeitas a delicadeza de teu estômago? Acompanhas mentalmente teu fluxo sanguíneo? Teus pensamentos são poluídos?
As palavras, ácidas? Os gestos, agressivos? Quantos esgotos fétidos correm em tua alma?
Quantos entulhos - mágoas, ira, inveja - se amontoam em teu espírito?
Examina a tua mente.
Está despoluída de ambições desmedidas, preguiça intelectual e intenções inconfessáveis?
Teus passos sujam os caminhos de lama, deixando um rastro de tristeza e desalento?
Teu humor intoxica-se de raiva e arrogância?
Onde estão as flores do teu bem-querer, os pássaros pousados em teu olhar, as águas cristalinas de tuas palavras?
Por que teu temperamento ferve com freqüência e expele tanta fuligem pelas chaminés de tua intolerância?
Não desperdiça a vida queimando a tua língua com as nódoas de teus comentários infundados sobre a vida alheia.
Preserva o teu ambiente, investe em tua qualidade de vida, purifica o espaço em que transitas.
Limpa os teus olhos das ilusões de poder, fama e riqueza, antes
que fiques cego e tenhas os passos desviados para a estrada
dessinalizada dos rumos da ética.
Ela é cheia de buracos e podes enterrar o teu caminho num deles.
Tu és, como eu, um ser frágil, ainda que julgues fortes os semelhantes que merecem a tua reverência.
Somos todos feitos de barro e sopro.
Finos copos de cristal que se quebram ao menor atrito: uma palavra
descuidada, um gesto que machuca, uma desconfiança que perdura.
Graças ao Espírito que molda e anima o teu ser, o copo partido se reconstitui, inteiro, se fores capaz de amar.
Primeiro, a ti mesmo, impedindo que a tua subjetividade se afogue nas marés negativas.
Depois, a teus semelhantes, exercendo a tolerância e o perdão, sem jamais sacrificar o respeito e a justiça.
Livra a tua vida de tantos lixos acumulados.
Atira pela janela as caixas que guardam mágoas e tantas fichas de tua contabilidade com os supostos débitos de outrem.
Vive o teu dia como se fosse a data de teu renascer para o melhor de ti mesmo - e os outros te receberão como dom de amor.
Pratica a difícil arte do silêncio.
Desliga-te das preocupações inúteis, das recordações amargas, das inquietações que transcendem o teu poder.
Recolhe-te no mais íntimo de ti mesmo, mergulha em teu oceano de
mistério e descobre, lá no fundo, o Ser Vivo que funda a tua identidade.
Guarda este ensinamento: por vezes é preciso fechar os olhos para ver melhor.
Acolhe a tua vida como ela é: uma dádiva involuntária.
Não pediste para nascer e, agora, não desejas morrer.
Faz dessa gratuidade uma aventura amorosa.
Não sofras por dar valor ao que não merece importância.
Trata a todos como igual, ainda que estejam revestidos
ilusoriamente de nobreza ou se mostrem realmente como seres carcomidos
pela miséria.
Faz da justiça o teu modo de ser e jamais te envergonhes de tua pobreza, de tua falta de conhecimentos ou de poder.
Ninguém é mais culto do que o outro.
O que existem são culturas distintas e socialmente complementares.
O que seria do erudito sem a arte culinária da cozinheira analfabeta?
Tua riqueza e teu poder residem em tua moral e dignidade, que não
têm preço e te trazem apreço. Porém, arma-te de indignação e esperança.
Luta para que todos os caminhos sejam aplainados, até que a espécie
humana se descubra como uma só família, na qual todos, malgrado as
diferenças, tenham iguais direitos e oportunidades.
E estejas convicto de que convergimos todos para Aquele que,
supremo Atrator, impregnou-nos dessa energia que nos permite conhecer a
abissal distância que há entre a opressão e a libertação.
Faze de cada segundo de teu existir uma oração.
E terás força para expulsar os vendilhões do templo, operar
milagres e disseminar a ternura como plenitude de todos os direitos
humanos.
Ainda que estejas cercado de adversidades, se preservares a tua
ecobiologia interior serás feliz, porque trarás em teu coração tesouros
indevassáveis.
Estamos em plena ebulição no Rio Grande do Sul com duas séries de denúncias sobre corrupção no Governo do Estado. Uma dos desvios de recursos de campanha da governadora Yeda Crusius, que estorou em uma revista de direita semanal de circulação nacional e outra por improbiedade administrativa através de licitações irregulares em obras de pavimentação, saneamento e irrigaçao, com envolvimento direto de caciques do PMDB, do PP e secretários de governo do PSDB. As duas possibilidades levam para a possível cassação do mandato da governadora. Tudo para dizer que, enquanto isso, a sucursal do Casatierra em Minas Gerais, sob direção do subcomandante Silvio Santi, segue em busca das culturas de construção de cada lugar. O gringo Silvio já descobriu o Vilarejo da Lapinha em Santana do Riacho no miolo da serra do Cipó, em Minas. Aproveitem a viagem!
'adObio' no intERioR dE minaS
O Vilarejo da Lapinha em Santana do Riacho no mioloda serra do Cipó,MG, guarda uma cultura fantástica. A incrível religiosidade de seu povo acorda sempre com um Deus lhe abençoe e leva na despedida um fique com Deus e vá com Deus.
Interior da Igreja de Santana do Riacho
Visual típico da Lapinha
Logo na entrada da pequena capela revela-se internamente no altar uma parede de adobes, o mito se recria para a execução dos blocos de barro sem cozimento, em explicação feita por um cidadão local relatou que é necessário 6 dias virando cadafacee com muito carinho e amor no sétimo dia o "adobio" é espalhado pelo chão para descansar, algo comum no lugar onde a maioria das casas e muros são feitasem "adobro", aindapodemos encontrar as peças para serem vendidas a R$ 250 o milheiro.
Centro Cultural e de informações Turísticas Locais
Osfogões a lenha são feitos com terra de cupinzeiro e todos os dias antes de acesos devem serbanhados com tabatinga branca, o material do formigueiro (taua pitanga) é acrescentado ao esterco fresco e tradicionalmenteaplicado com as mãos no reboco das habitações ea terra amarela (taua) é o pigmento preferidopara pintura das casaatravés de tinta adicionada de água e polvilho de mandioca azedo cozido, e a obra continua...
Vista da Serra do Cipó envolvendo do Lago da Usina
Entrada da Lagoa que leva as pinturas rupestres
O Instituto Eco Vida São Miguel vem dando seus passos permaculturais desde 2005 em conjunto com nativos e outros proprietários de butecos e pousadas queincentivama preservaçãoambiental e cultural do lugar e possibilitampasseios orientados em barco a remopelogrande lago que produz energia para a industria têxtil de BH e nos leva até antigas cavernas com pinturas rupestres de cerca de 8000 anos.
Enquanto a
população de Porto Alegre é atropelada pelo lobby da construção civil e
de duas grandes empresas desportivas (Grêmio Foot-ball e Sport Club
Internacional) que elege seus próprios vereadores e deputados
para cuidar exclusivamente de seus interesses privados, incluindo a
alteração do Plano Diretor, são os movimentos sociais que dão exemplo.
CistERna naoCupaçãO
No último final de semana (15, 16 e 17 de
janeiro), a comunidade da Ocupação 20 de novembro, formada por famílias
integrantes do Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) ergueu
uma cisterna de 7 mil litros no terreno de uma antiga Casa de Passagem,
abandonada pela Prefeitura de Porto Alegre, no número 1345 da Avenida
Padre Cacique.
O aproveitamento da água da chuva
armazenada servirá para lavagem de carros e irrigação de um herbário. A
ação é resultado do curso "Cidade mais Sustentável Começa Aqui"
promovido pelo Casatierra e
financiada pelo Núcleo Amigos da
Terra Brasil, integrante da Federação Amigos da Terra
Internacional, que além da cisterna trabalhou com as famílias a
organização de uma horta de plantas medicinais e participou de uma
oficina de serigrafia e comunicação popular.
Atividade
reuniu comunidade na Ocupação 20 de Novembro
O curso também permitiu aprofundar a qualificação dos
trabalhadores do MNLM que estão organizados numa cooperativa
de trabalho para construção civil.
Participação
das crianças da Ocupação na preparação da terra para as ervas
medicinais
Além da formação dos trabalhadores para a
construção de cisternas de ferrocimento, o curso também trabalhou o
resgate de conhecimentos populares sobre ervas medicinais, que podem
servir como primeiros-socorros.
Produzir em
todos os espaços disponíveis
Com o curso os trabalhadores estão habilitados
para oferecer o serviço de construção de cisternas. Segundo o texto da
Lei Municipal 10.506 de 2008, que instituiu o Programa de Conservação,
Uso Racional e Reaproveitamento das Águas nas Edificações, as novas
construções deverão captar, armazenar e utilizar a água da
chuva e as águas servidas para serviços de limpeza,
manutenção de jardins e descarga de vasos sanitários. O
reaproveitamento da água da chuva e das águas servidas diminui em 50% a
demanda de água potável.
Estrutura da
cisterna de ferrocimento é erguida em seu local definitivo
O diálogo entre o Casatierra e o MNLM, sobre a
aplicação de práticas e tecnologias mais sustentáveis, iniciou em 2006,
quando o Movimento ocupou um prédio localizado no centro de Porto
Alegre, utilizado pela organização criminosa PCC. O imóvel pertencia a
Caixa Econômica Federal e foi vendido ao proprietário da rede de óticas
De Conto, que revendeu pelo dobro do preço para o PCC que almejava
assaltar os cofres do Banco do Estado do RS. A operação foi frustada
pela Polícia Federal e o prédio ficou num limbo jurídico, período em
que foi ocupado por 36 famílias do MNLM, que iniciaram uma reforma
interna com vistas a moradia e espaço de geração de renda, a partir da
implementação de uma padaria e uma serigrafia.
Trabalhadores
descobrem como e porquê construir cisternas
Uma mega-operação de despejo foi articulada pela
administração P-RBS/PMDB/PPS/PTB na Prefeitura Municipal e pelo Governo
do Estado (P-RBS/PSDB/DEM). Sem ter para onde ir, o MNLM reuniu com
representantes do poder público para solucionar o impasse. As famílias
então foram encaminhadas para terreno na Avenida Padre Cacique, com o
compromisso da Prefeitura de fazer a reforma do abrigo, que nunca foi
cumprido.
Filhos de
trabalhadores descobriram a técnica junto com os
país
A parceria entre Casatierra, MNLM e o Núcleo
Amigos da Terra Brasil possibilita os primeiros passos para a
constituição de uma Escola de Formação para Construção Civil, com base
no resgate de ofícios quase extintos, como marceneiro e serralheiro, de
forma comunitária, com os filhos aprendendo com os pais.
Construção foi
possível graças a parceria com outros grupos organizados
A união surge da concepção de Reforma Urbana que
compreende não apenas a questão da moradia, vai além e compreende
educação, saúde, economia, trabalho, comunicação, cultura, meio
ambiente, mobilidade urbana, participação política e relações humanas
como indissociáveis.
Estrutura da
'tampa' da cisterna é deslocada para seu local
definitivo
Trabalhadores da Ocupação finalizam os
últimos detalhes da cisterna de 7 mil
litros
O Movimento Nacional de Luta Pela Moradia
(MNLM) surgiu no início do anos 90 para estimular a organização e
articulação nacional dos movimentos de luta pela moradia, desenvolvidos
por sem-tetos, inquilinos, mutuários e ocupantes, unificando suas lutas
pela conquista da moradia e o direito fundamental a Cidade.
Passados quase 20 anos o MNLM está presente em
16 estados brasileiros e 25 municípios gaúchos, e tem como principal
eixo de luta uma ampla e profunda Reforma Urbana indissociável das
questões de educação, saúde, economia, trabalho, comunicação, meio
ambiente, mobilidade urbana, relações humanas.
texto: Adriano Marcello
Santos/caSaTiErra fotos: Fernando Campos Costa/Arquivo
caSaTiErra
Uma poderosa articulação entre entidades ligadas as questões de sustentabilidade e biodiversidade proporcionou as condições necessárias para iniciar um processo de difusão de conhecimentos e saberes cujas as técnicas serão aplicadas nas propriedades dos Caminhos Rurais de Porto Alegre.
Gestão mais sustentável de recursos hídricos em Porto Alegre
Estamos numa cidade que possui 30% de seu território na área rural. São zonas de agricultura, pecuária e também de preservação ambiental e biológica. Porto Alegre tem 15 m² de área verde por habitante, medida recomendada pela Organização Mundial da Saúde. São bairros inteiros que vivem no contexto rural, comemoram as colheitas, produzem alimentos, artesanato. Em grande parte são pequenas propriedades com expressiva produção familiar e agroecológica. Pomares que produzem mais 1,5 mil toneladas por safra. Apicultura, floricultura, pesca e criações de ovelhas, búfalos e cavalos completam as principais atividades da região. A proximidade com o meio urbano e sua diversidade cultural permitiram a articulação de uma importante rota de turismo que depende da manutenção e do uso respeitoso dos recursos naturais.
O manejo dos recursos hídricos é uma das primeiras questões a serem consideradas quando se trata de estabelecer uma relação mais sustentável com o ambiente natural.
Para garantir as condições de planejamento e melhor utilização da água desde a captação e armazenamento até o processo de saneamento, o Econsciência Espaço de Conservação em parceria com o Casatierra e o Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (Ingá) realiza de 10 a 13 de outubro, no Cambará Centro de Eventos (Estrada da Extrema, 500 - Bairro Lami – Porto Alegre) o curso Gestão Mais Sustentável das Águas.
Local do curso de Gestão Mais Sustentável das Águas em outubro
A proposta procura associar os momentos de teoria à implantação do conhecimento em práticas no próprio local. Portanto, além das informações técnicas, serão construídos no local do curso, uma cisterna para captar e armazenar até 15 mil litros de água da chuva e um sistema de fossa ecológica com capacidade para atender 30 pessoas.
O objetivo do curso que iniciar um processo de conscientização dos proprietários que integram os Caminhos Rurais de Porto Alegre para que adotar soluções mais sustentáveis.
Porto Alegre é a segunda capital com maior zona rural do Brasil
Os instrutores do curso são o bioconstrutor Felipe Viana, o arquiteto Silvio Santi, o bioconstrutor Fernando Campos Costa e o mestre e engenheiro civil Luis Augusto Ercóle.
As vagas são limitadas e as inscrições, que incluem além do conteúdo e prática, alojamento e refeições, devem ser feitas pelo email econsciência@econsciência.org.br Mais informações em www.econsciência.org.br ou pelo fone (51) 3333-5015.
A previsão de fortes chuvas para este final de semana (05 a 07 de setembro) adiou o Módulo 3 da Formação em Agroecologia para o último fim-de-semana do mês (de 26 a 28 de setembro).
A T E N Ç Ã O:
PREVISÃO DE Chuva adia Formação em Agroecologia Módulo 3 para
FINAL de SETEMBRO
As previsões metereológicas e biodinâmicas de fortes chuvas para este fim-de-semana, levaram o Instituto Morro da Cutia de Agroecologia (IMCA) e o Casatierra a adiar a realização do 3° Módulo da Formação em Agroecologia para o último final de semana do mês (dias 26, 27 e 28 de setembro).
A agricultura no campo e na cidade é o tema central do 3° Módulo da Formação em Agroecologia promovida pelo IMCA em parceria com o Casatierra, no Centro de Tecnologias do Imca, em Montenegro, RS.
Em função de suas características pedagógicas que, em todos os 7 módulos da Formação, procura associar os momentos de teoria à implantação do conhecimento em práticas no próprio local, a perspectiva de chuva constante tornou inviável essa diretriz.
Paisagismo produtivo durante o Módulo 2
Nesta etapa será apresentada a história e evolução da agricultura e seu impacto na formação das sociedades, como contexto para uma compreensão mais aprofundada do manejo produtivo da terra, tanto no sentido de explorar as potencialidades do campo de uma maneira mais sustentável até as possibilidades de cultivo e autonomia alimentar no ambiente urbano. A utilização ética dos recursos naturais disponíveis, a análise dos elementos presentes no entorno, a composição e os fundamentos para o manejo ecológico dos solos e a importância da biodiversidade como indicador natural, a observação das variações climáticas, o manejo dos resíduos através da agricultura são algumas das questões trabalhadas.
Os instrutores do Módulo 3 são, o agrônomo Gustavo Martins, responsável pelo conteúdo relacionado a evolução da agricultura, a sucessão vegetal, os ambientes manejados, diversidade funcional das plantas; o ecólogo Dilton Castro que vai trabalhar com o zoneamento da Permacultura e questões relacionadas a ética na utilização dos recursos oferecidos pelo meio ambiente e a utilização da agricultura como manejo de resíduos e o agrônomo Leandro Benatto, que vai falar sobre os fundamentos para o manejo ecológico de solos, desde a origem, formação, composição, estrutura e nutrientes responsáveis pela vida. O permacultor Paulo Lenhardt vai contar as experiências das redes de permacultura no Brasil e América Latina e o biólogo e agricultor Luis Carlos Laux vai trabalhar com a compreensão dos quatro elementos fundamentais no manejo da terra.
Teoria & prática no Módulo 2 realizado em maio
A formação é dirigida para agricultores familiares, movimentos sociais, técnicos e estudantes que buscam iniciar a caminhada da agroecologia.
As inscrições são limitadas e devem ser feitas pelo email:morrodacutia@morrodacutia.org
O que: Formação em Agroecologia – Módulo 3 Quando: 26 a 28 de setembro de 2008 Onde: Centro de Tecnologias do Instituto Morro da Cutia (Imca) - Estrada da Boa Vista s/n, Passo da Serra, Montenegro
Como chegar: Ônibus – Rodoviária de Porto Alegre – a partir das 18 horas, com intervalos de 30 minutos. Empresa Montenegro, valor máximo da passagem: R$ 10, 75. Carro – Saindo de Porto Alegre: BR-116, BR-286, RS-124. Saindo do Vale do Sinos: RS-240
*Ao chegar à Rodoviária de Montenegro procure pelo nosso contato.
Construção de centro de informações em Maquiné trabalha coerência do discurso ecológico e troca de conhecimentos. Espaço deve potencializar turismo ambientalmente sustentável
CENtRo de infORmações ambiENtais e TuRísticas em MaQUiné na REta fiNaL
O terceiro módulo do Curso de Bioconstrução realizado no canteiro de obras do Centro de Informações Ambientais e Turísticas, na praça central de Maquine, acontece de 25 a 27 de julho (último final de semana do mês) e é a etapa final de construção do prédio.
Previsto no edital do Subprograma Projetos Demonstrativos do Ministério do Meio Ambiente (PDA), o Projeto de Desenvolvimento Ecoturístico de Maquiné, elaborado pela ONG Ação Nascente Maquiné (Anama), para concentrar, organizar e articular num local público e acessível, as informações ambientais, turísticas e comerciais levantadas e mapeadas durante as pesquisas de campo no município, a construção do Centro possibilitou aprofundar o tratamento das questões ambientais desde as opções por técnicas construtivas de menor impacto.
Para tanto, o arquiteto Silvio Santi, responsável pelo projeto de construção do Centro, utilizou como referência a própria tradição construtiva do local, no caso de Maquiné, o conhecimento indígena e aquele trazido principalmente pelos imigrantes italianos. Ao lado do resgate das técnicas utilizadas no início das povoações, outro critério foi fazer uso de matéria-prima encontrada no local e materiais e soluções de menor impacto ao meio ambiente, sistematizadas pelo conhecimento da permacultura.
Obedecendo os trâmites burocráticos necessários ao poder público local para permitir a construção, o projeto do Centro foi apresentado formalmente ao Conselho Municipal de Turismo de Maquiné, aprovado e enviado ao prefeito que forneceu a assinatura final e autorizou a obra.
Vencida a etapa legal, em março deste ano, uma equipe inicial foi constituída para trabalhar na etapa estrutural do prédio, num terreno da prefeitura reservado para a construção da praça central da cidade.
Com a etapa concluída, já no final daquele mês (21 a 23 de março), iniciou o Curso de Bioconstrução, a partir da parceria estabelecida com o CaSaTiERRa. Aberto ao público em geral, além das opções tecnológicas, as obras do Centro de Informação também se converteram em poderosa ferramenta pedagógica. Ao passo que ia sendo erguida, a construção demonstrava e educava para as possibilidades concretas de relação mais equilibrada com o meio ambiente.
Módulo 1 aconteceu em março
O Curso no canteiro de obras gerou a optunidade dos participantes experimentarem imediatamente aquilo que estava sendo relatado e demonstrado teoricamente pelos instrutores, de maneira a participarem das soluções e dos problemas surgidos da ação na terra.
O primeiro módulo trabalhou principalmente as construções com terra, as diferentes técnicas e como produzir a consistência certa do barro. Os participantes também estruturaram as paredes para aplicar a técnica de pau-à-pique. A essa altura a construção já virou assunto na cidade e os moradores ainda se mostravam um tanto incrédulos com que estavam vivenciando.
Quase um mês depois (19 e 20 de abril), a turma do Módulo 2 do Curso de Bioconstrução montou o telhado vivo do Centro de Informação, desde a estrutura à vedação, até a jardinagem do telhado, realizada com variedades de plantas locais, muitas delas doadas pelos próprios moradores. O trabalho com as paredes prosseguiu, mais tarde progredindo para o início das etapas de reboco e pintura orgânica.
No Módulo 2 foi construído o telhado verde
Mais de cem pessoas já estiveram envolvidas na construção do Centro. A cada etapa da obra, os moradores se aproximam mais. Se no ínicio poucos olhavam para o terreno sem desconfiar do que estava acontecendo ali, na etapa atual, com a mobilização em torno da edificação, a própria imponência da arquitetura bioconstruída no centro urbano, já foi possível atrair para os trabalhos de acabamento e detalhamento, trabalhadores locais. Muitos param na calçada, admirados, principalmente aqueles mais velhos, que não imaginavam ver as técnicas construtivas utilizadas pelos seus pais, resgatadas pelo bem da natureza.
Finalmente, o Módulo 3 do Curso de Bioconstrução, vai trabalhar com o tema do saneamento. A construção de uma solução ambientalmente mais sustentável que a convencional .Como resultado prático deste módulo, os participantes vão construir o tratamento de efluentes e finalizar o sanitário compostado do Centro de Informações .
A intenção desta etapa também é concluir a participação pedagógica na construção desse espaço de uso comunitário, cujo próprio processo de elaboração e opções tecnológicas demonstra na prática a urgência de uma relação mais respeitosa e equilibrada com o meio ambiente.
Esse caráter será o princípio que deverá nortear o uso e a articulação que a população fará deste local, na potencialização do turismo ecológico e na geração de emprego e renda sem degradação ambiental ou esgotamento dos recursos naturais.
Quem não conferiu de perto, ainda está em tempo. Mas fiquem atentos, as inscrições são limitadas e devem ser feitas pelo email: onganama@yahoo.com.br.Mais informações no cartaz grande acima.
Formação em AGROecoLoGiA 16 a 18 maiO - MonTeneGRo - RS
Dando continuidade a Formação em Agroecologia promovida pelo Instituto Morro da Cutia de Agroecologia (IMCA) em parceria com o Casatierra, de 16 a 18 de maio, teremos a realização do Módulo 2, com os temas Permacultura (Zona Zero e Zona Um), Percepção Ambiental e Arquitetura Bioclimática, no Centro de Tecnologias do Imca, em Montenegro, RS.
O tema central deste módulo é a terceira pele. Conceito desenvolvido pelo arquiteto, pintor e escultor austríaco Friedenreich Hundertwasser, para designar o cuidado com o local de moradia, o refúgio, tanto do lote de terra que vai receber a casa como a escolha do apartamento na cidade.
Nessa etapa trataremos dos condicionantes ambientais, aquilo que precisa ser considerado como premissa para se colocar no espaço.
Como base metodológica utilizaremos algumas ferramentas descritas na Permaculturacomo Zona Zero e Zona Um, ou simplesmente, a casa e seu entorno. A opção complementa o dialogo dos moradores com a casa, proposto por Hundertwasser.
A casa funciona com amortecimento e as tecnologias que podem ser implementadas nesse refúgio são regidas pelas condicionantes dadas pelo ambiente em que está inserida e sua integração ao ciclo natural.
Nesse sentido, outra referência metodológica � a da Percepção Ambiental para implantação das tecnologias integradas ao ambiente natural.
Os instrutores do Módulo 2 serão o arquiteto Silvio Santi, o permacultor Paulo Lenhardt e o bioconstrutor Fernando Campos Costa.
A formação é dirigida para agricultores familiares, movimentos sociais, técnicos e estudantes que buscam iniciar a caminhada da agroecologia.
As inscrições são limitadas e devem ser feitas pelo email: morrodacutia@morrodacutia.org
Então desde 1890, ja se sabe a importancia da drenagem urbana e que a canalização é a pior opção, concentrar o problema, sempre custa mais, é mais energia gasta com um impacto grande no final. Todos os nutrientes, proteinas, minerais, são trazidos para a cidade, e este alimento todo é processado e transformado em energia, na cidade, os exedentes e residuos são da cidade, e com uma visão ciclica, estes nutrientes, somados a agua da chuva, produz um fertilizante que se estavel pode permear no solo e alimentar este. Vemos então a riqueza, deste solo, e que podemos potencializar este ciclo dentro do lote, no particular, posterior podemos ter escalas coletivas, mas em uma escala de rua, 15 a 20 familias, e nos bairros como um todo fazendo ciclos, culturais, ambientais, economicos, de vida...
A técnica realmente não é o nosso limite, mas sim o caráter da ação. Esta uma cidade planejada para alojar trabalhadores de um frigorifico inglês, então tudo foi pensado como uma empresa, os moradores tinham estrutura pois tinham que produzir a famosa mais valia.
Que tal fazer este esforço para que as pessoas se encontrem, para que troquem, mas com que tempo? sem duvida assim como no campo diversos agricultores estão em processo de transição agroecologica, na cidade tambem ocorre este "fenomeno". A insegurança se transformou em agente mobilizador e partindo de uma opção de fazer ou não, hoje chegou ao nível da necessidade.
O carater da necessidade, quando trabalhada em um coletivo que ajusta seus conceitos e principios com a cultura local. A principio um caos que gera a necessidade da criatividade, agente libertador, e de incalculavel recompensa para o ser. Este momento quebramos paradigmas e avançamos em uma compreenção.
A cidade hoje não se sustenta como acontece na Metade Sul, onde o modelo ficou obsoleto, e tem outro produzindo em seu lugar. Abaixo segue texto publicado pela valente equipe do Celeuma que viaja neste momento pela América Latina. A foto acima é um presente para o Casatierra.
Mimi, na foto, é tátaratátaratátaratátaraneto de Missi, que lambeu uma das primeiras latas produzidas ali, jornalismo puro, loco!
A quinze minutos da cidade argentina de Colón, fronteira com o Uruguai e banhada pelo rio homônimo, está Liebig, mistura de praia com história daquelas que só acontecem deste lado da fronteira. O povoado existe desde meados de 1890 e está fundado em uma indústria de carnes inglesa, a Liebig´s Extractum Carnis. A indústria de carnes bretã construiu ali uma verdadeira vila inglesa com casas encostadas umas às outras, todas com pátios internos que se unem em um jardim coletivo. Essas construções que somam mais de um século de história ainda estão lá, junto a Biblioteca Popular Fábrica Colón, fundada em 26 de julho de 1905, e a Escuela Hipólito Vieytes, de 1908.
corredores de acesso ao pátio interno, coletivo.
A Liebig´s Extractum Carnis mantinha todo o aparato técnico para produzir carne enlatada, desde a criação do gado até a indústria de enlatados. O método de conservação de extrato de carne em latas foi desenvolvido ali, pelo Barão Justus von Liebig. Durante as duas Grandes Guerras, eram os enlatados de Colón que alimentavam as tropas inglesas. As latas saíam do porto de Liebig direto para a Ilha do outro lado do Atlântico. A partir de 1903, a Liebig sacudiu a economia sul americana, com fábricas no Uruguai e no Paraguai, além da unidade argentina. O Banco Nación da pequena cidade de Colón, por exemplo, é fruto da prosperidade que a carne trouxe à região.
"Os ingleses foram muito justos, não podemos reclamar", sentencia Eduardo Fernandez, morador do povoado e zagueiro do Club Liebig, que ganhou de um a zero do Ñapindá de Colón no domingo último. Fernandez conta que Liebig foi a primeira cidade argentina a ter esgoto, água potável encanada e uma Brigada de Incêndio que contava com um sistema de hidrantes distribuídos pelo povoado. "Meus avôs trabalharam aqui a vida toda. Quando os ingleses foram embora, indenizaram todos trabalhadores e lhes deram as casas pelo valor do salário de um mês. A imagem que os argentinos daqui têm da Inglaterra é diferente do resto do país", explica Fernandez, em uma alusão às Malvinas. A indústria de carnes chegou a contar com 4,5 mil trabalhadores.
desde o início do século XX, Liebig contava com uma brigada contra incêncio
A produção de Liebig começou a cair depois da II Guerra e, no final da década de 70, a administração inglesa deixou o local. No início dos anos 80, uma indústria argentina, Vizental, comprou o maquinário, e, logo em seguida, abandonou a produção. Vizental até hoje é persona non grata no lugar porque, diferente dos ingleses, "não pagou as indenizações trabalhistas para os funcionários", segundo Fernandez.
Liebig hoje é ponto turístico, ainda sem as badalações que costumam estragar locais históricos como esse. A especulação imobiliária argentina está sedenta pelas casas de Liebig e corre à boca pequena no povoado que a indústria foi comprada para ser transformada em um hotel de luxo. Enquanto há tempo, Celeuma recomenda conhecer o palco desta história.
fotos agência celeuma imagem edición de imagen del periódico El Observador, Las Moras Art Digital
Amigos da Terra te convida ao início das obras da nova sede!
Amigos da Terra te
convida para comemorar 44 anos
e o início das obras
da nova sede!
É com grande satisfação que
convidamos nossos amigos, sócios, simpatizantes e parceiros para participar da
cele
br ação
do início das o
br as da Nova Sede do Núcleo Amigos da
Terra/Brasil, ao mesmo tempo em que comemoramos 44 anos de atividades! A festa
vai acontecer na calçada, na tarde do próximo sábado, dia 29 de março de 2008,
às 15h. O endereço é Rua Olavo Bilac no. 192, bairro Cidade Baixa,
em Porto
Alegre.
Esta será mais uma oportunidade
para que se conheça mais so
br e a ONG e o projeto da Sede, a ser
construída a partir da reforma sustentável de um imóvel cedido pela Gerência
Regional do Patrimônio da União. As atividades previstas incluem pronunciamento
das autoridades, apresentação do projeto arquitetônico, canto coral, teatro,
roda de samba, pintura do tapume da o
br a e
bancas de produtos dos movimentos ambientalistas, com bolsas, camisetas, livros,
mudas de plantas e produtos da economia solidária. Em caso de chuva, o evento
será transferido.
Muito nos honrará contar com tua
presença nesta data tão especial para os Amigos da
Terra.
Até
sábado! Lembre-se de trazer de casa a sua caneca para evitar o lixo
descartável!
Núcleo
Amigos da Terra/Brasil
Núcleo Amigos da
Terra/Brasil Carlos Trein Filho, 7 Porto Alegre
- RS - Brasil CEP 90450-120 Fone/Fax: +55 51 3332-8884
O CaSatieRRa é um grupo que atua com ações fundamentadas na agroecologia, na permacultura, em conhecimento livre, comunicação e diálogo comunitário. O grupo tem priorizado parcerias com grupos e movimentos sociais referências no Estado do Rio Grande do Sul.
Desde 2002 trabalha com assentamentos da Reforma Agrária onde realiza formação em agroecologia e permacultura destacando a implantação de sistemas de saneamento ecológico em assentamentos da Região Metropolitana de Porto Alegre e a estruturação do Centro de Formação Sepé Tiarajú - Centro Ecoambiental. Atualmente, está assessorando a construção de casas e cisternas para os assentados no município de Herval-RS, utilizando técnicas de biocontrução e práticas de mutirão. Também destacamos a construção do Centro de Informações Turísticas e Ambientais no município de Maquiné - RS, um espaço bioconstruído, em parceria com a Ong Ação Nascente Maquiné (Anama). Está promovendo o Curso de Formação em Agroecologia, em parceria com o Instituto de Agroecologia Morro da Cutia (Imca). Em Porto Alegre , em parceria com as Ongs Econsciência e Ingá, realizou em outubro 2008 o curso de Gestão Mais Sustentável das Águas para conscientizar e instrumentalizar proprietários da zona rural da capital.
A busca das tecnologias ancestrais dos povos, tem como justificativa o resgate de nossa própria auTOnoMIa
"Na aurora da história, havia tantos sistemas técnicos quanto eram os lugares. A história humana é igualmente a da diminuição do número de sistemas técnicos, movimento de unificação acelerado pelo capitalismo. Hoje, observa-se por toda parte, no Norte e no Sul, no Leste e no Oeste, a predominância de um único sistema técnico, base material da mundialização."
MiLton SaNtos, Técnica, Espaço, Tempo, 1994