Estamos em plena ebulição no Rio Grande do Sul com duas séries de denúncias sobre corrupção no Governo do Estado. Uma dos desvios de recursos de campanha da governadora Yeda Crusius, que estorou em uma revista de direita semanal de circulação nacional e outra por improbiedade administrativa através de licitações irregulares em obras de pavimentação, saneamento e irrigaçao, com envolvimento direto de caciques do PMDB, do PP e secretários de governo do PSDB. As duas possibilidades levam para a possível cassação do mandato da governadora. Tudo para dizer que, enquanto isso, a sucursal do Casatierra em Minas Gerais, sob direção do subcomandante Silvio Santi, segue em busca das culturas de construção de cada lugar. O gringo Silvio já descobriu o Vilarejo da Lapinha em Santana do Riacho no miolo da serra do Cipó, em Minas. Aproveitem a viagem!
'adObio' no intERioR dE minaS
O Vilarejo da Lapinha em Santana do Riacho no mioloda serra do Cipó,MG, guarda uma cultura fantástica. A incrível religiosidade de seu povo acorda sempre com um Deus lhe abençoe e leva na despedida um fique com Deus e vá com Deus.
Interior da Igreja de Santana do Riacho
Visual típico da Lapinha
Logo na entrada da pequena capela revela-se internamente no altar uma parede de adobes, o mito se recria para a execução dos blocos de barro sem cozimento, em explicação feita por um cidadão local relatou que é necessário 6 dias virando cadafacee com muito carinho e amor no sétimo dia o "adobio" é espalhado pelo chão para descansar, algo comum no lugar onde a maioria das casas e muros são feitasem "adobro", aindapodemos encontrar as peças para serem vendidas a R$ 250 o milheiro.
Centro Cultural e de informações Turísticas Locais
Osfogões a lenha são feitos com terra de cupinzeiro e todos os dias antes de acesos devem serbanhados com tabatinga branca, o material do formigueiro (taua pitanga) é acrescentado ao esterco fresco e tradicionalmenteaplicado com as mãos no reboco das habitações ea terra amarela (taua) é o pigmento preferidopara pintura das casaatravés de tinta adicionada de água e polvilho de mandioca azedo cozido, e a obra continua...
Vista da Serra do Cipó envolvendo do Lago da Usina
Entrada da Lagoa que leva as pinturas rupestres
O Instituto Eco Vida São Miguel vem dando seus passos permaculturais desde 2005 em conjunto com nativos e outros proprietários de butecos e pousadas queincentivama preservaçãoambiental e cultural do lugar e possibilitampasseios orientados em barco a remopelogrande lago que produz energia para a industria têxtil de BH e nos leva até antigas cavernas com pinturas rupestres de cerca de 8000 anos.
O CaSatieRRa é um grupo que atua com ações fundamentadas na agroecologia, na permacultura, em conhecimento livre, comunicação e diálogo comunitário. O grupo tem priorizado parcerias com grupos e movimentos sociais referências no Estado do Rio Grande do Sul.
Desde 2002 trabalha com assentamentos da Reforma Agrária onde realiza formação em agroecologia e permacultura destacando a implantação de sistemas de saneamento ecológico em assentamentos da Região Metropolitana de Porto Alegre e a estruturação do Centro de Formação Sepé Tiarajú - Centro Ecoambiental. Atualmente, está assessorando a construção de casas e cisternas para os assentados no município de Herval-RS, utilizando técnicas de biocontrução e práticas de mutirão. Também destacamos a construção do Centro de Informações Turísticas e Ambientais no município de Maquiné - RS, um espaço bioconstruído, em parceria com a Ong Ação Nascente Maquiné (Anama). Está promovendo o Curso de Formação em Agroecologia, em parceria com o Instituto de Agroecologia Morro da Cutia (Imca). Em Porto Alegre , em parceria com as Ongs Econsciência e Ingá, realizou em outubro 2008 o curso de Gestão Mais Sustentável das Águas para conscientizar e instrumentalizar proprietários da zona rural da capital.
A busca das tecnologias ancestrais dos povos, tem como justificativa o resgate de nossa própria auTOnoMIa
"Na aurora da história, havia tantos sistemas técnicos quanto eram os lugares. A história humana é igualmente a da diminuição do número de sistemas técnicos, movimento de unificação acelerado pelo capitalismo. Hoje, observa-se por toda parte, no Norte e no Sul, no Leste e no Oeste, a predominância de um único sistema técnico, base material da mundialização."
MiLton SaNtos, Técnica, Espaço, Tempo, 1994